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Unidades de Saúde em Londrina têm vacina contra sarampo

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Nos últimos dias, muito tem se falado sobre a vacinação contra o sarampo no Brasil, principalmente no estado de São Paulo, onde houve um crescimento acelerado no número de casos confirmados. Apesar de o estado do Paraná fazer fronteira geográfica com São Paulo, nenhum registro positivo da doença foi constatado nos municípios paranaenses – inclusive em Londrina.

A recomendação dada pelos profissionais da Secretaria Municipal de Saúde é que as pessoas que vão viajar para regiões com casos positivos de sarampo ou mesmo aquelas que farão conexões de vôos ou baldeação em rodoviárias que parem em cidades de São Paulo, procurem a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima de sua residência para se vacinar. A imunização deve ser feita com, no mínimo, 15 dias de antecedência à data da viagem.

Segundo a diretora de Vigilância em Saúde do Município, Sônia Fernandes (foto), a população não precisa se preocupar, pois há doses da vacina contra o sarampo disponíveis em todas as UBS de Londrina. “A vacinação contra o sarampo segue o calendário de rotina sem nenhuma alteração em Londrina e no Paraná. O estado de São Paulo está em campanha devido à explosão de casos confirmados da doença, principalmente nos mais jovens. Porém, a vacina está disponível o ano inteiro”, ressaltou a diretora.

As unidades de saúde da zona urbana funcionam de segunda a sexta-feira, das 7h às 19h. Já as da zona rural têm horários próprios, mas a lista completa com o endereço e telefone para contato de todas as UBS pode ser conferido no site da Prefeitura ou clicando aqui.

Quem deve tomar a vacina – Além dos viajantes, a imunização recomendada pelo Ministério da Saúde é que adultos com até 29 anos tomem duas doses da vacina. A partir dos 30 anos, apenas uma dose é suficiente para a prevenção do sarampo. Acima de 50 anos, a população não deve se preocupar, pois não há recomendação da imunização nestes casos.

O secretário de Saúde, Felippe Machado, lembrou da importância da conscientização em prol de medidas preventivas, como a vacina. “Toda a movimentação que está acontecendo no estado de São Paulo deve-se a baixa cobertura vacinal. As pessoas tem que se conscientizar, em especial os pais, que não basta tratar a doença, mas sim trabalharmos na prevenção e a vacina é a prevenção. Se tivéssemos conseguido manter os índices de cobertura vacinal adequados, em nível nacional, o sarampo que era uma doença erradicada, não teríamos que fazer agora campanhas de reinserção”.

Transmissão e sintomas- O sarampo é uma virose de transmissão respiratória, por isso, é de fácil transmissão. Seu contágio se dá pelo ar, por meio de tosse, espirros, fala ou respiração. Com isso, não é preciso permanecer muito tempo com o doente para estar exposto ao vírus, sendo assim, uma simples carona no elevador pode gerar o contágio, tanto de crianças quanto de adultos.

Porém, o sarampo é transmitido na fase em que o doente tem febre alta, mal-estar, coriza, irritação ocular, tosse e falta de apetite e perdura até quatro dias depois do aparecimento das manchas vermelhas, segundo o Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos da Fiocruz.

Os sintomas mais comuns são febre alta, conjuntivite associada, olhos lacrimejantes e aversão à luminosidade, coriza, vermelhidão pelo corpo, mal-estar e tosse seca persistente. Após três dias de febre alta, em média, surgem as manchas avermelhadas pelo corpo, que duram cerca de 7 a 10 dias. O paciente fica convalescente devido à doença.

O sarampo não tem tratamento específico e pode agravar outras enfermidades, como infecções respiratórias, otite, pneumonia e tuberculose. Por ser muito debilitante, quanto menor for a idade do doente, maior será a possibilidade de apresentar complicações no quadro clínico. Por isso, até hoje, o meio mais eficaz de prevenção é por meio da vacina.

O que fazer – O cidadão ou a criança, que apresentar os sintomas acima, deve procurar imediatamente o atendimento médico. O diagnóstico pode ser feito, por meio da sorologia para detecção de anticorpos IgM e IgG específicos. Machado lembra também que as pessoas que não têm certeza se tomaram a vacina, podem buscar orientações, de maneira organizada, na própria Unidade Básica de Saúde, visto que os profissionais estão aptos a fornecerem o atendimento e repassarem as orientações necessárias.

No Brasil – Até 2018, o Brasil tinha o certificado de país livre do sarampo, concedido pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS). Mas, além de registrar 10 mil notificações entre ano passado e o atual, em fevereiro deste ano, o país completou um ano com o vírus do sarampo em circulação autóctone, ou seja, com doentes que se contaminaram dentro do Brasil. (Fonte: Prefeitura/Ncom)

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