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Novo livro da Lava Jato traz capítulo inédito sobre prisão de Lula

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O Procurador do Ministério Público do Paraná, Rodrigo Chemim, lança o novo livro “Mãos Limpas e Lava Jato: A Corrupção se Olha no Espelho” (Ed. Citadel, 320 pág., R$ 44,90), participa de um bate-papo com o público e autografa a obra.

O evento será nesta terça-feira (20), às 19h30, no Grande Auditório do Centro Universitário Curitiba/UniCuritiba (Rua Chile, 1678, Rebouças). A entrada é franca e os livros serão comercializados no local pela equipe da Livrarias Curitiba.

A obra traz um capítulo inédito com os dados mais importantes sobre a prisão do ex-presidente Lula (PT) e as evidências que levaram à sua condenação. Ao mesmo tempo, compara as operações Mãos Limpas, da Itália, e a Lava Jato, do Brasil.

Corrupção no Brasil e na Itália

Um dos grandes méritos do registro investigativo é apresentar ao público detalhes de uma das ações mais importantes na história política recente do Brasil. O autor particulariza a metodologia e as perspectivas empregadas nas investigações, tanto na italiana quanto na brasileira.

Entre documentos e processos, Chemim demonstra o desenrolar das investigações que inicialmente enfocavam um episódio isolado de corrupção, mas se tornaram gigantescas ações contra esquemas de pilhagem dos cofres públicos e pagamento de propina.

Marco da história pública, política e policial nacional, a Lava Jato muito se assemelha à operação italiana Mãos Limpas, desde o modus operandi dos corruptos das esferas pública e privada até as manobras e desculpas que usaram para se safar da justiça.

Separadas por duas décadas, as operações revelam a corrupção sistêmica que assola Itália e Brasil, onde gestores públicos e privados drenam as esperanças e ideais de toda uma nação, desviando fortunas incalculáveis para as contas de políticos e partidos de todos os matizes ideológicos.

Segundo o autor, “a corrupção em última análise é um toma-lá-dá-cá, mas diferentemente do que ocorre com o funcionário público que pratica atos de ofício vinculados à lei, como o guarda de trânsito, no caso do político a contrapartida é mais aberta e não raras vezes vinculada à sua influência política no processo decisório de um terceiro”.

Ele explica que “foi justamente esse o caso do ex-presidente Lula, acusado de receber propina para se valer de seu poder discricionário na nomeação de diretores da Petrobras e influenciar nas decisões igualmente discricionárias que estes tomariam na contratação da empreiteira que corrompeu a todos. Portanto, a imputação de corrupção passiva é perfeita na denúncia e tecnicamente possível à luz da lei e da jurisprudência brasileiras.” Condenado em segunda instância, Lula encontra-se preso em Curitiba.

Rodrigo Chemim é doutor em Direito de Estado, professor de Direito Processual Penal no Centro Universitário Curitiba e no Centro Universitário Franciscano em Curitiba. Procurador do Ministério Público do Paraná há 24 anos, atuou por mais de 15 anos na investigação de crimes do colarinho-branco.

(Com informações da Assessoria de Imprensa – Foto: Ed. Citadel/ Divulgação)

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