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Saúde faz levantamento de infestação de Aedes em Londrina

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A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) iniciou nesta semana o segundo Levantamento Rápido de Infestação do Aedes aegypti (LIRAa) de 2019. Agentes de Endemias da SMS vão percorrer todas as regiões da cidade durante a semana e visitar 10.900 imóveis residenciais e comerciais. Com as vistorias, os agentes farão um mapeamento da cidade para identificar o percentual de imóveis que possuem focos do mosquito, responsável pela transmissão da dengue, zika vírus e chikungunya.

As visitas serão feitas de segunda a sexta-feira, mas também podem ocorrer aos sábados, caso seja necessário. Dentre os 217.835 imóveis cadastrados na base de dados da Coordenação de Endemias da SMS, os agentes devem comparecer em 5% deles, escolhidos por meio de sorteio. Além de residências, prédios comerciais, indústrias e terrenos baldios também entram na listagem.

Segundo a diretora de Vigilância em Saúde da SMS, Sônia Fernandes, além de identificar o índice de infestação predial (IIP) do Aedes aegypti, o levantamento mostra quais as regiões e bairros da cidade com maior incidência do mosquito. “Em geral o LIRAa nos fornece uma fotografia da situação da infestação, apontando quais os principais focos predominantes, para que possamos nortear as atividades de campo e realizar um planejamento mais efetivo”, explicou.

A expectativa da Saúde é que o trabalho de campo do LIRAa seja concluído até segunda-feira (18). “Se chover, não há condições de execução do trabalho, então nós paramos. No entanto, temos que terminar essa etapa em um prazo máximo de cinco dias. Como a previsão do tempo é que a chuva venha no final da semana, estaremos trabalhando pela manhã e tarde, e não só de manhã, como tradicionalmente, para antecipar os trabalhos”, detalhou Sônia.

A realização do LIRAa atende a uma recomendação do Ministério da Saúde. Em Londrina, é realizado quatro vezes ao longo do ano. O primeiro levantamento de 2019 ocorreu no mês de janeiro e, na ocasião, o Índice de Infestação Predial (IIP) apontado foi de 7,9%, ou seja, de cada 10 imóveis visitados, em praticamente oito foram identificados focos do mosquito. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), IIP inferior a 1% indica condições satisfatórias; de 1% a 3,9%, situação de alerta; e superior a 4%, há risco de epidemia de dengue.

Este ano, houve um intervalo um pouco maior entre a realização do primeiro e do segundo LIRAa, por conta do alto número de casos suspeitos e confirmados de dengue no período, o que provocou a realização de ações intensificadas no combate ao mosquito transmissor, como a aplicação do inseticida em todas as regiões da cidade, o fumacê.

E, mesmo com diversas ações e atividades para eliminar os focos do Aedes, foi confirmado na última semana mais um vírus de dengue em circulação na cidade. Atualmente, circulam em Londrina três dos quatro sorotipos virais de dengue: tipo I, II e IV. “O sorotipo 4 foi identificado em um único paciente, mas há muitos outros casos em andamento, aguardando resultados do laboratório, então podem ocorrer ainda mais confirmações. Essa é a primeira vez que esse sorotipo chega a Londrina”, informou a diretora de Vigilância em Saúde.

Como o contágio por dengue oferece imunidade ao paciente em relação ao vírus em questão, a circulação de diferentes sorotipos faz com que as pessoas que já tiveram a doença possam ser contaminadas novamente. “Isso significa que qualquer morador da cidade pode ser contaminado com esse vírus de dengue. Ou seja, temos cerca de 600 mil pessoas suscetíveis a dengue subtipo 4, isto é, uma possibilidade ainda maior de casos positivos pelos próximos meses”, comentou Sônia.

A diretora de Vigilância em Saúde também citou que na segunda ocorrência de dengue em um paciente, ela se apresenta de forma mais grave. “Quando há mais de um sorotipo de dengue em circulação, corremos o risco de termos pacientes com dengue em mais de uma ocasião no mesmo ano. E o risco de casos mais graves aumenta, pois as chances de complicações são muito maiores quando a pessoa tem dengue duas vezes, as chamadas complicações”, ressaltou. (Fonte: Prefeitura/Ncom)

Foto: Gustavo Tacaki/Ncom

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