NOTÍCIA PUBLICADA EM 29/07/2010 14:33
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SAÚDE » ALERTA
Paraná registra 618 casos de hepatite no 1º semestre

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De acordo com dados epidemiológicos preliminares do Sistema de Informação de Agravos de Notificação, da Secretaria da Saúde, o Paraná registrou, no ano passado, 512 casos de hepatite tipo A, 1.147 do tipo B e 660 do tipo C. Em comparação com 2007, esses números caíram. Naquele ano, foram registrados 1.407 casos do tipo A, o mesmo número do B e 736 do C. No primeiro semestre deste ano, ocorreram 63 contaminações por hepatite A, 360 pelo tipo B e 195 pelo tipo C - são 618 casos.

A doença, principalmente a do tipo C, considerada a mais letal, e formas de prevenção serão discutidas, a partir das 19h nesta quinta-feira (29), em ciclo de palestras no Centro Regional de Especialidades Metropolitano, em Curitiba. Como não há vacina para a hepatite C, a prevenção é fundamental segundo o secretário de Saúde Carlos Moreira Júnior. “Para isso a população deve ser informada sobre quais medidas preventivas devem ser adotadas para evitar a transmissão”, explicou o secretário de Saúde Carlos Moreira Júnior. Na quarta-feira (28) foi o Dia Mundial do Combate a Hepatites Virais.

As hepatites virais são doenças infectocontagiosas que causam inflamações e infecções no fígado, em alguns casos podem evoluir para câncer. Os tipos mais comuns de hepatite são transmitidos pelos vírus A, B e C.

A hepatite A pode ser adquirida pelo contato direto com uma pessoa doente ou através de alimentos ou água contaminados, por mãos mal-lavadas ou sujas que estejam contaminadas com o vírus. O vírus tipo B e C é transmitido pelo sangue, ocorrendo principalmente nas relações sexuais sem proteção, ou por objetos como seringas e agulhas contaminadas com o vírus. O vírus tipo B também é o único que pode se transmitido verticalmente, ou seja, de mãe para filho na hora do parto.

“Cerca de 20% dos casos de Hepatite B evoluem para forma crônica, enquanto nos casos de Hepatite C este índice é de 80%. Isto significa que, quando não busca tratamento, o indivíduo pode apresentar quadros de cirrose hepática grave e até mesmo câncer de fígado, tendo como única e última alternativa o transplante hepático”, afirma o coordenador do Programa Estadual de Controle das Hepatites Virais, Renato Lopes.

FONTE: Assessoria de Imprensa/Governo do Estado

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