Kiria, Puri e Vian estão em uma pausa na longa viagem que fazem juntos. No passado, formaram uma companhia de teatro, junto a um quarto membro. A companhia se desfez e seus antigos integrantes se reencontram apenas agora. Nesta noite, dormir parece impossível e, no entanto, os sonhos acontecem.
Essa é a sinopse contada no espetáculo de estreia do grupo.
O espetáculo será apresentado nos dias 28, 29 e 30 de março, e nos dias 4, 5 e 6 de abril, sempre às 20h. Os ingressos já estão à venda pela plataforma Sympla. O texto foi desenvolvido pelo dramaturgo Luan Valero — também diretor da montagem — especialmente para esta produção.
A dramaturgia, nasce a partir do trabalho desenvolvido em sala de ensaio, imerso em leitura
de 13 textos do chamado “teatro do absurdo” – expressão cunhada pelo crítico húngaro
Martin Esslin no fim da década de 1950 para abarcar peças que, surgidas no pós-Segunda
Guerra Mundial, tratam da atmosfera de desolação, solidão, sob o ambiente de pós-guerra –
e as memórias, que são matéria para construção do texto.
“É importante ressaltar que nós vimos paralelos, no contexto onde os textos do ‘teatro do
absurdo’ surgiram, e o nosso contexto político atual. Nós enxergamos nesse pós-pandemia,
em que a sociedade se encontra, e também na ascensão de governos autoritários, uma
coerência em se trabalhar em uma linha estética que bebe nas fontes do teatro do
absurdo.”, conta o diretor.
O espetáculo evoca cenas que dialogam com a vida de uma companhia de teatro, com um
período de recessão política e com as relações interpessoais entre amigos – temas que
refletem as inquietações artísticas do grupo e o contexto político no qual o texto foi criado.
“Para escrever esse texto, eu me baseei bastante no trabalho em sala, e nas experiências
de todos nós que estávamos envolvidos ali no processo. Nas nossas experiências e nas
nossas referências teatrais.”, comenta Luan Valero.
O grupo
O Grupo Mancha é um coletivo de teatro formado em Londrina, resultado do encontro e da vontade de seus integrantes – Pedro Bruschi, Sofia Cornwell e Sofia Pedroso – em criar e vivenciar a arte teatral. Em 2023, o grupo se dedicou ao estudo do teatro do absurdo, por meio de um trabalho de mesa conduzido pelo diretor e dramaturgo Luan Valero, parceiro da companhia desde sua fundação. Durante esse período, o grupo realizou leituras desta vertente e estabeleceu a base criativa que os levou à sala de ensaio no ano seguinte.
Em 2024, o coletivo iniciou seu trabalho com um laboratório de trabalho prático, processo no qual nasceu o embrião da peça. “Kiria, Puri e Vian” é o reflexo de um processo criativo imersivo e colaborativo, que une o trabalho autoral de Luan Valero e as inquietações artísticas do coletivo. “São os bastidores de uma companhia de teatro, com todas as suas agruras, que dão base a essa ficção.”, conta Valero.
Datas:
- 28, 29 e 30 de março | 20h
- 04, 05 e 06 de abril | 20h
Local: Centro Cultural Seta, Rua Guararapes 579
Garanta seu ingresso pelo Sympla.
Link dos ingressos:
https://www.sympla.com.br/produtor/livreteatro
Ficha Técnica:
Atuação: Pedro Bruschi
Sofia Cornwell
Sofia Pedroso
Direção, Texto e Cenografia: Luan Valero
Figurino: Sofia Pedroso
Identidade visual: Sofia Cornwell
Comunicação: Pedro Bruschi
Fotos: Clara Borbalan
Estrutura de palco: Primos Cenotécnica
Apoio: Centro Cultural SETA e Livre Teatro
Realização: Grupo Mancha