Se a incidência de questões relacionadas à saúde mental tem aumentado nos últimos anos, um outro fator relacionado a ela também chama a atenção: o autodiagnóstico de transtornos mentais. Um levantamento do instituto Medscape, publicado pela revista Forbes no ano passado, revelou que, dos 1,2 mil médicos ouvidos pela pesquisa, 83% acreditam que os seus pacientes estão utilizando informações incorretas da Internet para se autodiagnosticarem com alguma doença deste campo.
O autodiagnóstico pode ter variadas causas, como a simplificação de patologias em redes sociais (como o TikTok, por exemplo), na disseminação massiva de informações pela Internet ou mesmo a dificuldade de encontrar um atendimento especializado na área de saúde mental. A similaridade dos sintomas que a pessoa sente com diagnósticos equivocados pode, no entanto, complicar ainda mais a situação do paciente.
Luana Harada, psiquiatra da Afya Educação Médica Curitiba, pontua que a curiosidade em buscar soluções para a saúde mental é benéfica, mas que isso deve ser feito de maneira profissional, com um especialista.
“É fácil se identificar com sintomas de diversos transtornos mentais: o pensamento acelerado pode significar déficit de atenção, hiperatividade, ansiedade… sintomas não são específicos de uma condição só. Porém, para formar uma hipótese de diagnóstico, precisamos saber interpretar o contexto no qual os sintomas estão inseridos. Isso é uma tarefa detalhada, de investigação extensa feita somente por profissional especializado”, afirma a psiquiatra.
A especialista reforça que a procurar por informações é positiva para transmitir o que sente ao profissional da saúde, mas que, com apenas informações de redes, o autodiagnóstico não contribui para a melhora da qualidade de vida, o que acontece apenas com uma ajuda especializada.
“Claro que se informar é positivo e pode até ajudar na hora de explicar o que está sentindo para o profissional de saúde. O problema é que, ao se identificar com alguma condição através da Internet, há o risco de se prender em moldes, a se rotular e até mesmo a se automedicar. Caso a pessoa suspeite ter algum transtorno que impacte a sua qualidade de vida, o ideal é procurar uma ajuda especializada para ter diagnóstico e tratamento corretos”, pontua Luana.
Sobre a Afya – A Afya, maior ecossistema de educação e soluções para a prática médica do Brasil, reúne 38 Instituições de Ensino Superior, 33 delas com cursos de Medicina e 25 unidades promovendo pós-graduação e educação continuada em áreas médicas e de saúde em todas as regiões do país. São 3.753 vagas de Medicina aprovadas pelo MEC e 3.643 vagas de Medicina em operação, com mais de 24 mil alunos formados nos últimos 25 anos. Pioneira em práticas digitais para aprendizagem contínua e suporte ao exercício da Medicina, 1 a cada 3 médicos e estudantes de Medicina no país utiliza ao menos uma solução digital do portfólio, como Afya Whitebook, Afya iClinic e Afya Papers. Primeira empresa de educação médica a abrir capital na Nasdaq em 2019, a Afya recebeu prêmios do jornal Valor Econômico, incluindo “Valor Inovação” (2023) como a mais inovadora do Brasil e “Valor 1000” (2021, 2023, 2024 e 2025) como a melhor empresa de educação. Virgílio Gibbon, CEO da Afya, foi reconhecido como o melhor CEO na área de Educação pelo prêmio “Executivo de Valor” (2023). Em 2024, a empresa passou a integrar o programa “Liderança com ImPacto”, do Pacto Global da ONU no Brasil, como porta-voz da ODS 3 – Saúde e Bem-Estar. Mais informações em: www.afya.com.br e ir.afya.com.br.