Aeroporto de Londrina integra operação para agilizar transporte de órgãos para transplantes

Até 11 de setembro, oito pousos de aeronaves com órgãos foram registrados no terminal londrinense; operação tem procedimentos específicos para reduzir o tempo em solo

O transporte de órgãos destinados a transplantes envolve uma logística que exige agilidade e integração entre diferentes serviços. No Aeroporto de Londrina, esse processo começa antes mesmo da chegada da aeronave: a Central de Transplantes comunica previamente o aeroporto sobre o transporte, permitindo que as equipes estejam preparadas para agilizar a operação.

De acordo com dados da Casa Militar do Estado do Paraná, até 11 de setembro de 2026, foram registrados oito pousos de aeronaves transportando órgãos no Aeroporto de Londrina. Em todo o ano de 2025, foram 15 voos com essa finalidade. E toda essa operação ganha destaque durante o Setembro Verde, mês dedicado à conscientização sobre a importância da doação de órgãos, e às vésperas do Dia Nacional da Doação de Órgãos, celebrado em 27 de setembro.

A comunicação antecipada, segundo Cícero Valente, Supervisor de Operações e Segurança do aeroporto, permite que o terminal se prepare para receber a aeronave. Quando o transporte é realizado por uma companhia aérea, a empresa também é informada sobre a operação. Nos casos de aviação geral, que podem envolver aeronaves particulares, são adotados procedimentos específicos para agilizar a movimentação. E, conforme protocolo para esses casos, a aeronave da aviação geral que transporta órgãos é isenta da taxa de permanência no aeroporto.

“Além disso, em situações em que há outras aeronaves aguardando para pousar ou decolar, a que transporta um órgão para transplante tem prioridade operacional, considerando a necessidade de reduzir o tempo de deslocamento”, explica Cícero.

Uma rede que começa com a doação

A movimentação de órgãos pelo aeroporto é uma das etapas de uma cadeia que envolve equipes de saúde, a Central de Transplantes, transporte terrestre e operadores aéreos. Em todo o Paraná, 1.302 transplantes foram realizados em 2026, segundo dados do Sistema Estadual de Transplantes da Secretaria de Estado da Saúde.

Em Londrina e região, 145 transplantes foram realizados até agosto deste ano. Na Organização de Procura de Órgãos (OPO) do município, foram registradas 143 notificações e 36 doações efetivas em 2026.

Apesar dos avanços, a demanda permanece alta: mais de 5,5 mil pessoas aguardam atualmente por um transplante no Paraná.

Os números reforçam a importância de uma rede integrada para que os órgãos captados possam chegar aos pacientes que aguardam pelo procedimento. Nesse processo, o transporte aéreo é uma das alternativas utilizadas para garantir que o material chegue ao destino dentro do tempo adequado.

Para o Aeroporto de Londrina, participar dessa logística significa contribuir para que uma etapa dessa cadeia seja realizada de forma ágil e organizada, em uma operação na qual o tempo é um fator fundamental.

Sobre o Aeroporto de Londrina Conecta a região do Norte do Paraná a importantes centros econômicos do país. Passou por amplo processo de modernização em 2024, fruto de um investimento superior a R$ 200 milhões.