Pioneira de Londrina com ascendência libanesa é tema de biografia escrita por Fábio Luporini

Lançamento será dia 29 de julho, 17h, no Museu Histórico Padre Carlos Weiss. Por conta da idade, de 98 anos, Nádia assinará alguns dos exemplares vendidos no local

A trajetória de uma matriarca com ascendência libanesa, ao mesmo tempo ousada enquanto manteve tradições familiares, pioneira de Londrina, é tema de mais uma biografia escrita e publicada pelo jornalista e escritor Fábio Luporini: Nádia Sahão é a protagonista de uma narrativa que também conta parte da História do Norte do Paraná. Além de compartilhar suas memórias, o enredo do livro “Nádia Sahão – Uma matriarca libanesa” (Ed. Engenho das Letras, 2026, 202 págs) tem ainda entrevistas com diversos amigos e familiares, muitos dos quais são personagens da cidade, cada qual com sua própria lembrança.

“Esse livro resgata a história de uma família e, ao mesmo tempo, representa e reflete as memórias de muitas famílias pioneiras que chegaram ao Norte do Paraná no início da década de 1950, quando Londrina já despontava como a capital mundial do café e era terra de oportunidades, de riquezas e de prosperidade”, conta o jornalista Fábio Luporini. De acordo com ele, muitos dos episódios perpassam personagens históricos e fatos que permeiam o imaginário popular de uma cidade que recém passou dos 90 anos. Dona Nádia Sahão, por exemplo, tem quase 100 anos de idade. 

A iniciativa do livro partiu do jornalista, que já conhecia dona Nádia Sahão de tê-la entrevistado quando a matriarca lançou seu primeiro livro de receitas libanesas. Mas Fábio Luporini conhecia também alguns dos filhos e netos dela. Em um café com o médico Ricardo Sahão, filho de Nádia, o projeto começou a ganhar corpo. Era preciso convencer a personagem. “Um dia fui mestre de cerimônias em um evento organizado por Ricardo no Museu Histórico de Londrina. Encontrei-me com dona Nádia na plataforma onde estacionavam os trens e onde embarcavam e desembarcavam os passageiros. Disse a ela que queria escrever um livro sobre a vida dela. Ela argumentou que não tinha muita história para contar. Mas em cinco minutos contou algumas delas.” 

A partir daí, Nádia Sahão abriu seu coração e suas memórias, completamente lúcidas. Foram diversos encontros com dezenas de horas de entrevistas. Depois, muitos amigos e familiares entrevistados. E um detalhista trabalho de edição pela editora Engenho das Letras, com Michele Banwart coordenando tudo.

O resultado é um livro com o qual muitas famílias, de modo especial as de ascendência libanesa, se reconhecerão. O enredo conta também a trajetória de seu marido, Assad Sahão, do qual ficou viúva muito jovem, no início da década de 1982. “É uma maneira de preservar o legado desse imigrante que veio tentar a vida e construiu uma família.” 

O livro será lançado na quarta-feira dia 29 de julho, a partir das 17h, no Museu Histórico Padre Carlos Weiss (R. Benjamin Constant, 900), com lançamento aberto ao público. Por conta da idade, de 98 anos, Nádia assinará alguns dos exemplares vendidos no local. 

Autor – Fábio Luporini é jornalista, assessor de imprensa e comunicação, mestre de cerimônias, celebrante de casamentos e escritor especialista em biografias de pessoas, empresas e instituições. É autor dos livros “Adma – Uma história de fé” (2016), “Sonia Secco – De volta à vida” (2019), “Enfermagem UEL: 50 anos de muita história para contar” (2022), “Trajetória de fé – Da capelinha ao Santuário de Nossa Senhora Aparecida” (2022), “Arthur Thomas – Da Marcha para o Oeste ao Parque Municipal” (2025), “UEL 55 Anos – Um mosaico de histórias” (2025) e “Sérgio Bonocielli – Pioneirismo e Legado” (2026).