Sob Lula, reajuste da aposentadoria que supera mínimo ficou abaixo da inflação

Os aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) que ganham mais que o salário mínimo tiveram, em 2026, reajuste de 3,9%. Com a correção, o teto dos benefícios da Previdência Social subiu para R$ 8.475,55 em 2026, contra R$ 8.157,40 em 2025. A variação equivale ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) de 2025, calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), O indicador, que mede a inflação para famílias com renda de até cinco salários mínimos, ficou bem abaixo dos 4,26% do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), referencial oficial da inflação média no Brasil.

Segundo o INSS, atualmente 13,25 milhões de beneficiários recebem acima do piso nacional. Um total de 21,9 milhões de pessoas, cerca de 62,5% do total dos aposentados e pensionistas, ganham o salário mínimo, que subiu de R$ 1.580 para R$ 1.618. A data de pagamento varia conforme o número final do cartão de benefício, desconsiderando o dígito verificador, que aparece após o traço.

Por mais um ano, os aposentados e pensionistas que ganham além do mínimo não tiveram aumento real (acima da inflação), recebendo o equivalente ao INPC do ano anterior. Quem recebe o mínimo teve reajuste real de 2,5%, segundo a política aprovada pelo Congresso no fim de 2024, que restringe o aumento real ao teto de crescimento de gastos do arcabouço fiscal.

A correção de 3,9% também incide sobre a tabela do INSS, por meio da qual os trabalhadores da iniciativa privada com carteira assinada e de empresas estatais recolhem as contribuições mensais à Previdência Social. As alíquotas e as faixas de dedução incidiram sobre as seguintes faixas:


Salário de contribuições

Alíquota

Parcela a deduzir do INSS
Até R$ 1.6217,5%R$ 0,00
De R$ 1.621,01 a R$ 2.902,849%R$ 23,66
De R$ 2.902,85 a R$ 4.354,2712%R$ 110,75
De R$ 4.354,28 a R$ 8.475,5514%R$ 197,83

Fonte : INSS