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Londrina está em situação de epidemia de dengue

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A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) apresentou, nesta quinta-feira (4), novo boletim epidemiológico sobre a situação da dengue em Londrina. Em entrevista coletiva, a diretora de Vigilância em Saúde do Município, Sônia Fernandes, informou que a cidade está com incidência de 317,59 confirmações de dengue para cada cem mil habitantes. Com base nos critérios do Ministério da Saúde, o Município hoje encontra-se em situação de epidemia, com 1.791 casos positivos de dengue, desde o início do ano.

O total de notificações para a dengue, desde a primeira semana de janeiro, é de 12.073, e este índice se mantém em queda pela quinta semana consecutiva. Dentre este total de registros, 4.899 casos tiveram resultado negativo, e outros 5.383 estão em análise, no aguardo dos resultados emitidos pelo Laboratório Central (LACEN), em Curitiba.

A diretora de Vigilância em Saúde explicou que o número de pacientes com dengue divulgado se refere a soma de casos positivos desde a primeira semana de janeiro, e que esse índice se manteve em alta até o mês de abril. “Tecnicamente, estamos fechando agora esse valor que atinge o critério de epidemia. Mas, na prática, isso não traz nenhuma alteração, já que esses casos ocorreram nos meses de fevereiro a maio. Agora, em junho, temos uma queda bastante acentuada no número de notificados. Então essa situação de epidemia é apenas uma constatação. Tudo o que deveria ser feito na fase de vigência desses casos foi realizado, inclusive ações de planejamento, fornecimento de insumos, capacitações, acompanhamento e avaliação da situação semanal, e isso ainda é mantido”, frisou.

Sônia destacou que, com a chegada das baixas temperaturas nesta primeira semana de julho, a Saúde prevê que continue em decréscimo o número de notificações de dengue. No entanto, como há muitos casos aguardando os resultados laboratoriais, o índice de resultados positivos ainda pode aumentar. “A previsão histórica da dengue mostra que, após dois anos de número pequeno de casos, como houve em 2017 e 2018, ocorra um aumento, como tivemos agora, e uma verdadeira epidemia no ano seguinte. Ou seja, isso nos leva a crer que uma epidemia deve ocorrer nesse verão de 2019 a 2020. Por isso, todas as atividades que estamos realizando para controle do vetor são importantes. E é necessário trabalharmos com mais apoio da população, para termos uma situação melhor nesse próximo verão”, comentou.

Para melhorar a eficácia da atuação dos agentes de Endemias do Município, a diretora de Vigilância em Saúde explicou que houve uma alteração na estratégia de trabalho. Na ocorrência de casos suspeitos, os pacientes passam por testes de triagem (NS1), exame rápido que identifica a presença do vírus no sangue.

Diante de resultado positivo no NS1, os agentes de Endemias se concentram na área específica onde esse paciente reside, para vistoriar todos os imóveis próximos. Sônia afirmou que esse método tem surtido resultados positivos na luta contra a proliferação do mosquito e, por consequência, diminui a circulação do vírus, evitando novos contágios. “Hoje, a classificação de risco é para casos notificados de dengue com NS1 positivo. Com essa situação estabelecida, é feita a concentração de equipes no local, para vistorias minuciosas nos imóveis, inclusive aos sábados e domingos, o que facilita o acesso aos que ficam fechados durante a semana. A nossa meta é não deixar nenhum imóvel sem vistoria na localidade onde há maior circulação do mosquito, e essa estratégia tem surtido feito. É uma nova proposta de trabalho, que a Secretaria Estadual e o Ministério da Saúde cogitam adotar”, citou.

Ainda em relação ao combate ao Aedes, vetor da dengue, a diretora de Vigilância em Saúde lembrou que as baixas temperaturas contribuem diretamente para eliminar o mosquito, porém isso se aplica somente em parte das suas fases de vida. “Caso se concretize o frio esperado, ele deve eliminar o mosquito adulto, as larvas e pupas, mas sobram os ovos. E, quando o calor voltar, esses ovos, que estão disponíveis no ambiente em um número acentuado, voltam a ficar viáveis e vão retomar o ciclo, com o aparecimento de novos mosquitos. E essa é a nossa preocupação. Não há nenhum produto ou inseticida que elimine esses ovos, o único meio de impedir que eles se desenvolvam é lavando o objeto ou local onde eles estão, com água e sabão. Os ovos do Aedes perduram por até 450 dias, aproximadamente, então para eliminá-los é preciso fazer um esforço coletivo agora”, ressaltou. (Fonte: Prefeitura/Ncom)

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