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Estresse e desemprego aumentam risco de doenças cardiovasculares

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“A prolongada crise econômica brasileira confere extrema atualidade a um estudo da Universidade de Duke, da Carolina do Norte, Estados Unidos, realizado de 1992 a 2018”, salienta o médico Alexandre Chieppe, ex-secretário-adjunto da Saúde do Rio de Janeiro, citando os dados: na comparação com pessoas que nunca ficaram desempregadas, ficar sem trabalho aumenta em 35% o risco de um infarto; ter sido demitido uma vez eleva o risco em 22%; e ter perdido o emprego quatro vezes aumenta a chance em 63%.

O trabalho acompanhou 13.451 pessoas, de 51 a 75 anos de idade, entre 1992 a 2010. Nesse espaço de tempo, 1.061 tiveram ataques cardíacos. De acordo com os resultados, em comparação aos indivíduos que nunca haviam perdido seus empregos, os que estavam desempregados apresentaram um risco 35% maior de ter um Infarto Agudo do Miocárdio.

Importante lembrar que um dos períodos do estudo abrangeu, a partir de 2007, a chamada “crise das hipotecas subprime”, uma das mais graves e prolongadas da economia norte-americana, com reflexos globais.

Prevenção

Num cenário econômico grave como se observa atualmente no Brasil, com mais de 13 milhões de desempregados, Alexandre Chieppe alerta para a necessidade de se aumentarem os cuidados preventivos. “Não fumar, fazer exercícios físicos regulares, manter dieta saudável, tentar emagrecer e evitar o consumo excessivo de álcool são atitudes ao alcance de todos, que contribuem para reduzir os riscos cardiovasculares”.

O médico frisa que esses bons hábitos também ajudam a evitar a depressão e o desânimo, mantendo a pessoa mais preparada para conseguir um trabalho quando surgir uma oportunidade.

“Também é importante num período de alto estresse como o que estamos vivendo fazer o controle da pressão arterial e de indicadores como colesterol, triglicérides e diabetes, fatores de risco cardiovascular que se tornam ainda mais contundentes quando associados à tensão, ansiedade e nervosismo ante a conjuntura econômica”, salienta o médico, que é consultor da MedLevensohn, empresa que distribui testes que oferecem resultados instantâneos para exames clínicos e aparelhos medidores de pressão. “Nossa experiência, corroborando a literatura médica, mostra que esses controles contribuem bastante para prevenir doenças cardiovasculares.

(Com informação da assessoria de imprensa/MedLevensohn – Foto: Arquivo/Agência Brasil)

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