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Situação de alerta: infestação de Aedes em Londrina é de 1,6%

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Foi apresentado, nesta quinta-feira (1º), o resultado do terceiro Levantamento Rápido de Infestação do Aedes aegypti (LIRAa) de 2019. Segundo o relatório da Secretaria Municipal de Saúde, dos mais de 218 mil imóveis cadastrados, 9.793 foram vistoriados durante o trabalho de campo, que ocorreu em julho. Foi detectada a presença do Aedes aegypti em 176 dos imóveis visitados. Com isso, o Índice de Infestação Predial (IIP) registrado para o período foi de 1,6%, o que coloca Londrina em situação de alerta para epidemia.

Como comparativo, a classificação do Ministério da Saúde indica que o IIP até 1% é considerado satisfatório; entre 1 a 3,9 a situação é de alerta; e acima de 3,9 a localidade está em risco para epidemia de dengue. O índice deste 3º LIRAa de 2019 é igual ao obtido para o mesmo período no ano de 2018.

Segundo o secretário de Saúde, Felippe Machado, o índice de 1,6% é esperado para essa época do ano, visto que há uma mudança climática, com menos chuvas e temperaturas mais baixas. Porém os números ainda colocam o município em sinal de alerta para a epidemia de dengue.

“Toda a redução do índice, dentro do contexto adverso em que estamos vivendo em relação à dengue, é visto com bons olhos. Temos que manter as ações preventivas e intensificá-las, inclusive neste período, para que, com a chegada do calor, a gente consiga ter tranquilidade em relação aos casos confirmados”, informou o secretário.

Dentre todas as regiões da cidade, a sul foi a área com maior infestação do Aedes, atingindo 2,07 de IIP. Em seguida, ficou a zona norte, com índice de 1,96%, e o centro, 1,86%. As regiões leste e oeste possuem o percentual de infestação de 1,23% e 1,16%, respectivamente.

O LIRAa também apontou as dez localidades de Londrina com maior presença do mosquito. São elas: Chácaras São Miguel (18,75%), Vila Marizia (9,09%), Germano Balan (7,69%), Vila Recreio (7,50%), Hilda Mandarino (7,14%), Tókio (6,90%), Paris (6,60%), Vila Portuguesa (6,45%), PIND (5,97%), e Vista Bela (5,95%).

Para Machado, é preciso que a população se conscientize sobre a importância dos cuidados, pois mais uma vez o LIRAa mostra maus exemplos espalhados pela cidade. Entre eles foram citados os locais onde vários mutirões de recolhimento de lixo foram realizados e nos dias seguintes voltaram a ser poluídos, como na região sul. “Observamos que dois dias depois dos mutirões já havia lixo despejado pela população de forma irresponsável e imprudente, colocando em risco a vida das demais pessoas. Dengue é uma doença muito séria”, ressaltou o secretário.

Além disso, as verificações de campo, feitas de 15 a 19 de julho, mostraram que há predominância de focos do mosquito em lixos descartados, como recipientes plásticos, garrafas e latas, correspondendo a 37,5% dos casos. Outros 33,5% das larvas do Aedes estavam em depósitos móveis, ou seja, vasos, pratos e frascos de plantas, bebedouros de animais domésticos, e similares.

Isso demonstra que 70% dos criadouros do mosquito estão dentro das casas e poderiam ser eliminados com medidas simples e básicas, como olhando-se os quintais uma ou duas vezes na semana ou através do descarte correto de lixo. “Esse índice deveria ser o mais baixo do ano, perto de zero, porque é feito no inverno. No entanto, ele está próximo de dois, refletindo a falta de cuidado com que as pessoas ainda têm visto a dengue. A maioria dos focos permanece dentro das casas e muitas vezes, estão em vasos de plantas ou nos quintais, onde é comum encontrarmos lixos e materiais inservíveis expostos no tempo”, explicou a diretora de Vigilância em Saúde, Sônia Fernandes.

Ações preventivas – Como ação de combate ao Aedes, a Secretaria Municipal de Saúde irá promover, em parceria com o Sicred, atividade no Distrito de Guaravera, neste sábado (3). A Saúde planeja, com o resultado do 3º LIRAa, manter as avaliações de risco para trabalhos de rotina, implementar avaliações de risco ambiental e ainda as equipes de mobilização social.

Além disso, neste sábado (3), das 8 às 17 horas, a Secretaria de Saúde também fará uma intensificação da vacinação contra a febre amarela exclusivamente para os moradores da zona rural. As 11 Unidades Básicas de Saúde (UBSs) dos distritos e patrimônios rurais estarão abertas, para a aplicação da vacina. Além disso, equipes volantes transcorrerão os sítios mais afastados para vacinar os moradores da área.

A medida será voltada a essa comunidade, pois as áreas consideradas de maior risco para contágio de febre amarela silvestre são os locais de matas, florestas, rios, cachoeiras, parques e o meio rural. A medida também é necessária, visto que a febre amarela é transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, assim como acontece com a dengue e a Chicungunha.

Situação da dengue – Na reunião do Comitê Municipal de Mobilização Contra o Aedes aegypti, foi divulgado o boletim semanal com a situação da dengue em Londrina. Desde o início do ano, o município registrou 2.423 casos da doença. A maior parte dos pacientes confirmados se enquadra na faixa etária de 15 a 24 anos, seguidos dos pacientes com 25 a 34 anos de idade.

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